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sábado, 21 de novembro de 2009

Os desafios do pré-sal


Os desafios da exploração do pré-sal podem ser maiores do que simplesmente desenvolver tecnologias de exploração das reservas de forma economicamente viável, será necessário o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem que essa exploração seja sutentável.
Recentemente a Petrobrás trouxe alguns dados preocupantes sobre as novas reservas brasileiras, estimativas apontam que somente em duas dessas áreas (campos de Tupi e Iara), onde há um acúmulo de até 12 bilhões de barris de óleo e gás, existam 3,1 bilhões de toneladas de CO2, um dos gases que contribuem para o aquecimento do planeta.
O desafio é como extrair esse óleo ou gás sem jogar na atmosfera todo o C02 acumulado.
A empresa testa algumas soluções, como reinjetar o CO2 de volta as camada de onde o óleo será extraído, solução essa já usada em exploração de reservas terrestes na Bahia.
De qualquer forma, as descobertas do pré-sal parecem conspirar contra aqueles que desejam ver o Brasil avançar mais em políticas ambientais e em energias renováveis, não podemos esquecer que a Petrobrás pode até conseguir devolver aos campos o C02 extraído, mas continuaremos queimando o óleo dessas reservas nos nossos veículos diariamente.

Os investimentos para a copa do mundo


Muita gente duvida se o Brasil conseguirá canalizar todo o volume de dinheiro que circula em eventos como uma Copa do Mundo e uma Olimpíadas em projetos que possam de fato melhorar a vida dos brasileiros.
Melhorias no transporte público, investimentos em segurança, educação, esportes, são muitas as áreas onde o país pode avançar.
Escolhida como uma das sedes da copa do mundo, Recife planeja mudanças no seu transporte público tomando como exemplo o que já foi feito em Curitiba, com corredores exclusivos, estações em tubo com o pagamento antecipado das passagens. A principal avenida da cidade, cortada por um canal, teria um elevado esclusivo para os ônibus.
Os investimentos que serão feitos nos próximos anos precisarão ser acompanhados por toda a sociedade, para que de fato possam ser usados com o fim de melhorar a estrutra que temos nas grandes cidades.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A COP 15 e o Brasil


Nos últimos dias o Brasil saiu de cima do muro e assumiu uma postura mais firme em relação a Conferência do Clima das Nações Unidas, a ser realizada em Copenhague, Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro.
O país se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Para alguns especialistas seria o mesmo que reduzir as emissões em 19%, tomando como base o ano de 2005.

Esse compromisso está dividido em quatro grupos: uso da terra, especialmente controle de desmatamento (24,7% até 2020), agropecuária (4,9% a 6,1%), energia (6,1% a 7,7%) e "outros", especialmente siderurgia, com a substituição de carvão de desmate pelo originário de replantio de árvores (0,3% a 0,4%).

Mas alguns pontos da proposta do Brasil poderiam avançar mais, como é o caso da meta de aumentar o uso biocombustível no país. O compromisso estipula a antecipação da obrigatoriedade do biodiesel B5 — adição de 5% de óleo vegetal ao combustível de petróleo — de 2013 para 1º de janeiro de 2010, porém os produtores alegam que o Brasil poderia ser mais arrojado, e pedem que o governo coloque como obrigatória a mistura de 20% de biodiesel no diesel a partir de 1º de julho de 2010. Segundo os produtores, o Brasil tem capacidade ociosa na produção do Biodisel, portanto uma antecipação da meta não seria um problema.

É bom lembrar de que o país acena com um compromisso, mas rejeita a idéia de assumir metas, portanto, é preciso esperar para vermos se o compromisso irá ser transformando em ações práticas.

obs: o biodiesel é menos poluente, por não possuir enxofre e proporcionar cerca de 80% menos emissão de CO2.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Twitter e Twinester



O Carbono Zero agora está no Twitter (twitter.com/carbonozerobr), e no Twinester (twinester.com/sustentabilidade).

Para quem não conhece, o Twinester é uma ferramenta feita por um grupo Brasileiro que permite a criação de comunidades no Twitter, assim você pode seguir pessoas que tenham o mesmo interesse que o seu.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Revista época - E o que esperar para o Brasil

Em 2010 começam a chegar os primeiros carros elétricos no Brasil, mas de início poucos brasileiros terão acesso a esses veículos devido ao preço. Em março, a Mercedes-Benz começará a vender no Brasil o S400h, um híbrido pelo preço de R$ 590 mil. Em Julho a Porsche trás um outro híbrido, o Cayenne, por pelo menos R$ 250 mil.

Entre as grandes montadoras do Brasil, a Fiat testa desde 2006 uma versão elétrica do Palio Weekend, já produziu 36 unidades, todas para empresas de energia elétrica. Mas a montadora afirma não ter planos de lançar o veículo em escala comercial.

A falta de interesse das empresas em investir em carros elétricos no Brasil tem dois motivos. Primeiro o sucesso do programa do álcool, boa parte dos nossos carros já são abastecidos por esse combustível muito menos poluente. O outro motivo seria os impostos, a maioria dos veículos elétricos não se enquadram entre os populares, com motor 1.0, que são os que possuem impostos mais baixos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Revista Época - Carros elétricos, panorama atual

É em uma crise que surgem as grandes mudanças, e estamos no meio de duas grandes crises, o aquecimento global e a crise financeira que acertou em cheio a indústria automobilística.

Talvez por esses motivos nunca se falou tanto em carros elétricos como agora. Segundo o presidente da Renault-Nissan, 10% dos veículos novos vendidos no mundo em 2020 serão movidos a bateria, e o Brasil não está de fora, receberá seus primeiros carros elétricos em 2010, além disso, vários acordos já estão sendo feitos em diversos países para garantir uma rede de abastecimento para esses carros.

Mas, mesmo com tantos investimentos esses veículos ainda precisam superar dois problemas para se tornarem populares e competitivos. Um deles é o preço, geralmente o custo desses modelos chega a ser o dobro de um modelo convencional. O segundo, a autonomia, pois a grande maioria precisa ficar 7 horas na tomada para poder andar 100km. Daria para ir de Recife a Porto de Galinhas, mas não muito mais do que isso!
Por esses problemas o futuro dos carros elétricos talvez esteja em conseguirmos produzir veículos compactos, baratos, feito para as grandes cidades, principalmente porque são nelas onde a poluição e o barulho prejudiquem tanto as pessoas. Outra possibilidade é convivermos com uma tecnologia de transição, os carros híbridos. Esses veículos possuem um motor elétrico e um outro a combustão, assim, quando a bateria descarregar o motor movido a gasolina ou diesel passa a funcionar. Alguns modelos ainda lembram os carros de fórmula 1, conseguindo recarregar as baterias com a energia gerada nas freadas ou descidas. Entre as montadoras que apostam nessa tecnologia de transição, a Toyota é uma das mais bem sucedidas, um de seus modelos, o Prius, já vendeu mais de 1,2 milhão de unidades, somente nos EUA.

Mas a grande mudança viria de fato com o projeto chamado Better Place, projeto esse que cheguei a comentar em Maio desse ano. A idéia é podermos utilizar postos de abastecimento, neles a bateria dos veículos seria trocada em pouco mais de um minuto, vários países já aderiram a idéia, e já possuem postos de troca. O projeto promete ainda baratear os carros para o consumidor final, pois as empresas fornecedoras de baterias prometem subsidiar a produção dos mesmos.

Um exemplo desse futuro dos carros elétricos está em Portugal. Lá o governo fez acordos com a Renault-Nissan e as distribuidoras de combustíveis e energia elétrica. Já existem seis pontos de carregamento de bateria em Lisboa, e até o fim de 2010, existirão mil postos em 25 cidades. O governo também irá contribuir fazendo com que 20% dos novos carros comprados por empresas públicas sejam elétricos.

Revista Época

Dia desses eu comentei sobre uma discussão que vem acontecendo pelo mundo, a de que não basta investir em carros elétricos, é necessário concentrar esforços em como a energia que moverá esses carros será produzida, ao contrário do Brasil, muitos países possuem a maior parte de sua energia produzida com meios poluentes como a queima do carvão, e trocar os carros movidos a gasolina ou diesel por carros movidos a energia elétrica produzida dessa forma, não seria lá uma grande troca.

Mas discussão a parte, o fato é que a industria automobilística está investindo pesado nesse novo meio de trasporte. Essa semana a revista época veio com uma reportagem muito interessante sobre o assunto, tentarei colocar nos próximos posts os pontos chaves e como nós, brasileiros, poderemos enfim entrar em contato com essa nova tecnologia!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TI Verde

Quanto mais computadores e centros de processamento de dados, mais espaço é requerido nas empresas, mais energia é gasta e mais lixo eletrônico é produzido. Esses e outros motivos fazem com que as empresas invistam cada vez mais em TI verde!
A reportagem abaixo fala de uma série de idéias sobre o assunto, como a centralização de recursos, virtualização, lixo eletrônico e videos conferências. Só a IBM do Brasil, já conseguiu deixar de emitir 5000 toneladas de CO2 em um ano.

Cidades e Soluções

Débito Direto Autorizado (DDA)

Essa semana muita gente escutou falar em um novo serviço oferecido pelos bancos, o Débito Direto Autorizado (DDA), sistema que permite que os clientes de bancos consultem e paguem eletronicamente suas contas, eliminando a emissão de boletos de papel e o envio pelo correio.
Mas o que poucos perceberam é que o serviço é muito mais do que uma redução de custos, o DDA reduz de forma considerável o impacto dessas instituições no meio ambiente!
A previsao é poupar um bilhão de litros de água, 370 mil árvores, 46 milhões de KWh e milhões de quilos de dióxido de carbono.
Mais de 1 milhão de brasileiros já aderiram ao sistema, para quem ainda possui dúvidas, segue um link explicativo: http://www.febraban.org.br/projetodda/dda_cartilhadda.asp

Carros elétricos e o biodiesel

O mundo aposta nos carros elétricos para atingir níveis aceitáveis de poluição, mas algumas discussões recentes jogam um balde de água fria nessa expectativa!
O problema não está nos carros, mas em como a energia gasta por eles será produzida!
Nos EUA, por exemplo, onde metade da energia produzida vem de usinas de carvão, os carros elétricos seriam tão ou mais poluentes do que os tradicionais carros movidos a gasolina!
Os investimentos precisam se concentrar na produção dessa energia, seja ela eólica ou solar ou mesmo nos combustíveis verdes como o álcool e o biodiesel!
Essa por sinal, pode ser a chance do Brasil!
Hoje já somos um dos principais produtores e consumidores de biodiesel do mundo, com uma produção anual superior a um bilhão de litros!
Combustível esse que é capaz de reduzir em 78% as emissões de gás carbônico, responsável pelo efeito estufa, e 98% de enxofre na atmosfera.