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domingo, 17 de outubro de 2010

Já que só se fala em política nesse país ...

No dia em que o PV irá anunciar seu apoio a algum dos candidatos a presidência no segundo turno, Serra ou Dilma, o site G1 fez um trabalho interessante pesquisando em reportagens, discursos, sites oficiais e nas propostas dos candidatos, indícios que nos mostre qual candidato está mais próximo das propostas do PV.
Segue abaixo alguns pontos importantes dessa comparação relacionados a sustentabilidade:

link para reportagem completa

MUDANÇAS CLIMÁTICAS, ENERGIA E INFRA-ESTRUTURA

Marina: Agência reguladora independente para a Política Nacional de Mudanças Climáticas
Dilma: Em carta enviada a Marina, a candidata petista cita essa proposta como parte de questões que devem ser objeto de aprofundamento e/ou negociação. "Mas temos acordo quanto à necessidade de um arcabouço institucional capaz de coordenar, implementar e monitorar iniciativas nesse setor."
Serra: Proposta no site do candidato tucano fala em implantar uma política nacional de mudanças climáticas.

Marina: Publicação de estimativas anuais de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil e, a cada três anos, seu inventário completo
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto a estimativas anuais de emissões de GEE.
Serra: Proposta no site do tucano fala em “implantar uma Política Nacional de Mudanças Climáticas, com metas compulsórias de redução de emissão de carbono".

Marina: Estabelecimento de indicadores de intensidade de emissões de GEE na economia brasileira com suas metas de redução previstas em Lei, tornando-as obrigatórias
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto a indicadores de emissões de GEE.
Serra: Proposta no site do tucano fala em “implantar uma Política Nacional de Mudanças Climáticas, com metas compulsórias de redução de emissão de carbono".

Marina: Aumento em 10%, até 2014, da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira
Dilma: Documento protocolado no TSE fala em “construção de novas hidrelétricas para fazer frente aos desafios da aceleração do crescimento, nos marcos de uma política energética baseada em fontes renováveis e com respeito ao meio ambiente” e em “desenvolvimento de novos pólos de energia eólica e solar”. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto energias renováveis.
Serra: Propostas no site do candidato falam em “investir em eficiência energética e novas tecnologias, ampliando a geração de energia de fontes renováveis e não poluentes”, mas não há metas. Também fala em “explorar melhor fontes energéticas renováveis e não poluentes”. Carta enviada pelo PSDB ao PV fala em "analisar mais detidamente o quadro da oferta e demanda de energia no país para viabilizar o aumento da renovabilidade na matriz energética".

Marina: Fim dos leilões de energia para novas termoelétricas movidas a óleo diesel ou carvão mineral
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto aos leilões.
Serra: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas do candidato, nas propostas apresentadas em seu site ou no documento protocolado pela campanha no TSE.

Marina: Inclusão efetiva da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto ao conselho.
Serra: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas do candidato, nas propostas apresentadas em seu site ou no documento protocolado pela campanha no TSE.


Marina: Supressão do IPI sobre fabricação de veículos elétricos e híbridos

Dilma: Em carta enviada a Marina, a candidata petista diz que a proposta "deve ser compatibilizada com nossa produção de etanol e nossa capacidade de geração elétrica" e que é possível propor "política tributária diferenciada" para veículos e outros bens que emitam menos gases de efeito estufa (GEE).
Serra: Carta enviada pelo PSDB ao PV fala em "convergir as propostas que propiciem vantagens tributárias a processos e produtos ambientalmente sustentáveis".


Marina: Estabelecimento de um Plano Nacional Decenal de Infraestrutura compatível com as metas de redução de emissões de GEE

Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto a um plano de infraestrutura.
Serra: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas do candidato, nas propostas apresentadas em seu site ou no documento protocolado pela campanha no TSE.

Marina: Moratória de novas usinas nucleares ainda não autorizadas pelo Congresso Nacional
Dilma: Em carta enviada a Marina, a candidata petista diz que a proposta "exige aprofundamento à luz das necessidades estratégicas de expansão de nossa matriz energética."
Serra: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas do candidato, nas propostas apresentadas em seu site ou no documento protocolado pela campanha no TSE.


Marina: Criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta sobre Desastres Naturais, incluindo publicação anual de mapa de áreas vulneráveis a desastres naturais

Dilma: Documento protocolado no TSE fala em programas de "recuperação de áreas degradadas e de prevenção de acidentes em áreas de risco”. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto ao sistema de prevenção e alerta sobre desastres.
Serra: Propõe criar a “Força Nacional de Combate a Catástrofes Ambientais”, que estaria disponível para deslocamento quando necessário e seria preparada tecnológica e cientificamente.
O tucano também defende o mapeamento de todas as áreas de risco dos municípios do Brasil.

Marina: Painel científico independente para monitorar a segurança na exploração do pré-sal
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto ao painel.
Serra: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas do candidato, nas propostas apresentadas em seu site ou no documento protocolado pela campanha no TSE.


Marina: Universalização do acesso à banda larga em todo Brasil

Dilma: Documento protocolado no TSE fala em “ampliação da inclusão digital, banda larga acessível a setores populares e difusão dos avanços científicos e tecnológicos”.
Serra: Proposta no site do candidato fala em “ampliar o acesso à Banda Larga para que seja mais rápida, mais barata e tenha maior cobertura”.

Marina: Plano de geração de empregos verdes na transição para economia de baixo carbono
Dilma: Não foram encontrados registros sobre o tema em discursos e entrevistas da candidata, nem no documento protocolado pela campanha no TSE. A carta enviada pela petista a Marina diz que, em relação ao tema mudanças climáticas, há "concordância com a maior parte dos pontos", mas não há especificação quanto a um plano para geração de empregos verdes.
Serra: Não foram encontradas referências específicas à geração de “empregos verdes”, mas proposta no site do candidato fala em implantar uma “Política Nacional de Mudanças Climáticas” com “incentivos à economia de baixo carbono”.

Marina: Cumprimento das condicionantes socioambientais em relação ao projeto Belo Monte
Dilma: A petista já disse que a obra é uma "realidade e uma necessidade". "A energia é essencial para que sejam atingidos os objetivos econômicos, sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável.”
Segundo ela, é possível aliar a construção de novas usinas com a preservação do meio ambiente a partir de iniciativas de reflorestamento e recuperação de matas ciliares.
Serra: Já defendeu a construção da usina de Belo Monte e criticou o governo Lula a respeito da forma como vem sendo feito o planejamento da obra. “O que quero é fazer bem Belo Monte porque é uma usina que começou com três problemas: um problema financeiro-econômico, um problema ambiental e um problema social”, disse.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Energia Geotérmica na Islândia.

Energia-Islandia
Nos últimos dias a Islândia e um dos seus vulcões (Eyjafjallajökull) tomaram os jornais de todo o mundo. A nuvem de fumaça gerada por esse vulcão gerou transtornos e prejuízos em toda a Europa e restante do mundo.
Mas engana-se quem pensa que ter 200 vulcões ativos é hoje uma fonte de preocupação para a Islândia.
O país aproveita o fato de estar situada em cima de uma falha geológica importante como uma forma de gerar energia limpa e barata. Hoje 64% da energia do país é proveniente de fontes geotérmicas e o país prentende em alguns anos ter uma frota de veículos elétricos, abastecidos com o calor do seu solo.

Conheça mais sobre energia geotérmica.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Responsabilidade social empresarial 2.0

Esse é o termo empregado pela francesa Élisabeth Laville, do grupo Utopies, para definir o momento atual da gestão coorporativa nas empresas.

Seja para melhorar a imagem, ou ainda se antecipar as futuras regras do mercado, a maioria das grandes empresas do mundo estão não apenas apoiando causas sustentáveis, mas liderando a mudança. É muito provavel que as grandes mudanças na nossa forma de interagir com o planeta sejam ditadas por empresas que até um tempo atrás eram alvo das críticas dos ambientalistas como o Wal-Mart e a Coca-Cola.

Essa mudança na gestão das empresas não tem como objetivo apenas o motivos citados acima, mas principalmente preservar recursos naturais que elas mesmas precisam para sobreviver, e muitas encontraram nos 3 Rs (reusar, reciclar, reduzir) uma forma de aumentar os lucros.

É um caminho sem volta, muito do que retiramos do planeta está se esgotando, um exemplo é o "Índio" utilizado para fabricação de LCDs, tomando como base o consumo atual no mundo, em 13 anos essa matéria prima não existirá mais. O sucesso e o tempo que uma empresa existirá no mercado, sem sombra de dúvida está atrelado a como ela poderá se relacionar com a natureza sem esgotá-la.

Segundo a diretora da Utopies, de 1980 a 1995, as empresas focavam em doações para boas causas. Somente nos anos seguintes as mesmas passaram a adotar a sustentabilidade como uma forma de reduzir custos relacionados ao consumo excessivo de recursos naturais, e de melhorar sua imagem.

Foi sem dúvida uma grande mudança, mas insufiente para mudar a forma como fazemos as coisas. É muito provavel que estejamos no início de outro ciclo, onde essas empresas colocaram a sustentabilidade como foco dos seus processos e da gestão coorporativa, de uma forma proativa e não reativa ou defensiva.

Mudamos

Na Conferência das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972, o então ministro do interior do Brasil, general José Costa Cavalcanti, falou a seguinte frase, "Desenvolver primeiro e pagar os custos da poluição depois".

Na mais recente conferência da ONU, o presidente do Brasil falou, "Se tivermos que fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto também a colocar mais dinheiro para ajudar os países que necessitam de ajuda".
Ainda bem que mudamos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Em 1896 já se pensava no aquecimento global

Muitas vezes ficamos com a impressão de que alertas sobre o aquecimento global ou mesmo termos como sustentabilidade foram levantados pela primeira vez no final do século passado. Porém esse assunto já preocupava algumas pessoas muitos anos antes!

Alguns trechos retirados de uma reportagem da revista Veja, edição de 30/12/2009.
"Svante Arrhenius era um desconhecido físico sueco quando, em 1896, fez um alerta: se a humanidade continuasse a emitir dióxido de carbono na atmosfera no mesmo ritmo que fazia desde a alvorada da Revolução Industrial, em 1750, a temperatura média do planeta subiria de maneira dramática, em decorrência do efeito estufa."

"... Thomas Alva Edison, o homem que tornou a lâmpada elétrica economicamente viável, já tinha preocupações que apenas recentemente os executivos mais sensatos começam a ter. Em um artigo de 1901, publicado pelo jornal The Atlanta Constitution, ele já sugeria o uso de moinhos de vento de modo a produzir energia para cidadãos do campo ... a primeira casa movida a energia eólica tinha sido construída em 1888.
Atento ao crescimento do consumo nos Estados Unidos, ele chegou a selar um acordo com Henry Ford para desenvolver um carro elétrico que pudesse rivalizar com o modelo T, o primeiro a sair em série das linhas de montagem. Ao mesmo tempo, ergueu uma casa ecologicamente correta ... com aquecimento feito por meio de claraboias, unidades de aquecimento solar e eólico - além, é claro, de dezenas de lâmpadas elétricas ..."

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Recife entre os 100 lugares que irão desaparecer

100-lugares-que-irão-desaparecer
Durante a COP15, uma exposição mostrava fotos de 100 lugares que irão desaparecer com o aquecimento global, ocupando a décima oitava posição estava a cidade do Recife, capital Pernambucana.
O alerta foi feito pela ong dinamarquesa CO + Life A/S, com dados do Panel on Climate Change (IPCC), orgão da ONU que reúne 3,7 mil cientistas.
Mesmo para aqueles que acham o fato um tanto exagerado não dá para negar que a cidade do Recife está sim em desvantagem em relação a outras cidades brasileiras. A capital de Pernambuco é cortada por rios, possui boa parte do seu território abaixo do nível do mar e possui a maior densidade populacional do país (913 habitantes por quilômetro quadrado).
Um outro estudo feito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro também trouxe um resultado ruim para a cidade. Em uma simulação do aumento do nível do mar de 0.5 metro é esperado que 39,32 quilômetros quadrados do centro metropolitano do Recife sejam inundados.
Conheça mais em 100places.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brasil na frente

A ONG Germanwatch, uma organização não governamental, divulgou o Brasil como líder no combate à mudança climática.
A nota do Brasil foi de 68 pontos, seguido por Suécia 67.4, Grã-Bretanha e Alemanha 65.3, França 63.5, Índia 63.1, Noruega 61.8 e México 61.2.
Apesar de tudo isso a organização estima que os países estão muito distantes de conseguirem a meta de evitar o aquecimento de 2°C na temperatura do planeta.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Campanha Greenpeace

Não é necessário dizer nada.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mapa com projeções das mudanças climáticas


O que mais encontramos na internet são notícias nada animadoras sobre as mudanças climáticas, confesso que tento não escrever sobre esse tipo de assunto, tentando sempre colocar notícias ou idéias que possam mudar o cenário na qual nos encontramos sem mostrar o lado negativo dos fatos, mas recentemente um estudo encomendado pelo governo britânico, lançado no Museu de Ciência de Londres chamou bastante atenção.

O estudo utiliza um programa que trás projeções de modelos climáticos com os dados de emissões fornecidos pelo IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climática, com isso é possível criar um mapa que demonstre os efeitos da elevação da temperatura em cada região do planeta.

As projeções para o Brasil são de aumento da temperatura em 5ºC no litoral e 8ºC no interior, florestas vulneráveis a incêndios, perda dos recursos pesqueiros no Oceano Atlântico, redução de até 40% na produção agrícola, escassez de água e grandes períodos de seca em algumas regiões.
As projeções são para o final do século, confira no mapa na página do The guardian.